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Mostrando postagens de maio, 2010

Cuidar da coisa pública

Cuidar da coisa pública Por estranho que possa parecer há pessoas que ridicularizam outras pelo cuidado com os bens públicos ou coisas das prefeituras, estados ou governo federal. Esse conceito é resultado dos poucos valores de cidadania que ainda permeia a nossa sociedade. Essas pessoas ainda pensam que o bem público é terra de ninguém e não terra de todos nós e ao preservarem o bem público estarão aumentando a possibilidade de mais pessoas virem a utilizar desses bens ou serviços que deles advirem. Enquanto estiverem rindo de mim por estar tomando conta da coisa pública, lutando pela sua conservação, manutenção, economia e permanência, cada sorriso será um elogio. Leônidas Galbas Santos

O desenvolvimento do Vale do Jequitinhonha

O desenvolvimento do Vale do Jequitinhonha Como disse Dr. Hamilton Guimarães, advogado ilustre e Joaimense por volta de 1981 em Reunião do Rotary Clube de Joaíma: "O Vale do Jequitinhonha é uma ilha cercado por incentivos de todos os lados". E era! E é! O vale do rio Jequitinhonha, principalmente o médio e o baixo Jequitinhonha foi constituído na pecuária, principalmente na pecuária de corte onde predominava a grande extensão de terra e ainda existem algumas propriedades com essa característica. Talvez, em conseqüência desta atividade sempre foi um lugar de baixa densidade populacional, portanto de baixa densidade eleitoral. As terras do Jequitinhonha tinham qualidades para a pecuária extensiva, a pastagem veio substituir em parte a mata atlântica que existia a medida que aproximamos do litoral, subindo o rio em direção ao médio Jequitinhonha o clima se tornava mais seco e o solo mais árido na transformação da mata para o cerrado e deste para caatinga. Com temperaturas...

Sons da Infância

Sons da Infância Existem sons que marcaram a nossa infância. Comigo não foi diferente. Lembro claramente de dois sons que nunca mais os ouvi e sempre traz recordações. Quando tinha meus 7 anos ou mais, isso lá pelos anos 60 existia um senhor, negro, que descalço descia, vindo lá das bandas do alto do bairro Sagrada Família em Belo Horizonte e descalço, com os pés rachados pelas andanças nas pedras de granito das ruas de então, com uma cesta de vime onde trazia, separadas em grupos cobertos por um pano bem branco de algodão, feitos de sacos de açúcar ou arroz, em cones feitos de papel enrolados de um lado fino para a borda grande, com umas 100 gramas recheados de amendoins torrados e salgados ou de amendoins torrados e moídos acrescidos de açúcar ou sal que chamava paçoca. Quando anoitecia, eu estava brincando no alto da rua Barão de Cocais, onde morava, ouvia a sua voz que entoava o cântico anunciando a sua chegada: “ OOOOOOOOO amendoim torradinhos” Era num crescente...